quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

China executa duas pessoas por escândalo de leite contaminado


Fonte: Reuters / Estadão



PEQUIM - A China executou duas pessoas nesta terça-feira por suas participações em um escândalo de leite contaminado que matou pelo menos seis crianças e manchou a marca chinesa. Aproximadamente 300 mil crianças adoeceram no ano passado depois de beber leite intencionalmente misturado com melamina, um composto industrial tóxico que pode apresentar resultado positivo falso para teste de proteína, vendido principalmente pelo falido Sanlu Group. 

Um total de 21 executivos do Sanlu e outros funcionários foram julgados e condenados em janeiro por um tribunal da cidade de Shijiazhuang pelos seus envolvimentos no caso. 



A agência oficial Xinhua, citando um comunicado do tribunal, disse que Zhang Yujun foi executado "pelo crime de causar perigo à segurança pública por meios perigosos", enquanto que Geng Jinping foi considerado culpado por produzir e vender alimento contaminado. 

Ele afirma que Zhang produziu mais de 770 toneladas de pó protéico com melamina, dos quais ele vendeu 600 toneladas entre julho de 2007 e agosto de 2008. 




Os dois extremos...


Na China; exagera-se na punição - No Brasil; exagera-se na impunidade.

No final de 2007 tivemos aqui no Brasil, problemas com adulteração de leite; o que resultou “Operação Ouro Branco”, realizada pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF/MG) e a Polícia Federal. O objetivo era combater crimes contra a saúde pública. Duas Cooperativas eram investigadas por suspeitas de adicionar substâncias não permitidas ao leite longa vida, tornando-o impróprio para o consumo humano.

Entre os produtos químicos manipulados pelas duas Cooperativas, encontram-se grandes partidas de soda cáustica (hidróxido de sódio) e de peróxido de hidrogênio (comercialmente conhecido com água oxigenada), substâncias que, quando utilizadas em desacordo com os parâmetros químicos indicados, podem se transformar em poderosos agentes cancerígenos.

Dá para imaginar como tudo terminou ? ? ?


PEQUIM - A China executou duas pessoas nesta terça-feira por suas participações em um escândalo de leite contaminado que matou pelo menos seis crianças e manchou a marca chinesa. 

Aproximadamente 300 mil crianças adoeceram no ano passado depois de beber leite intencionalmente misturado com melamina, um composto industrial tóxico que pode apresentar resultado positivo falso para teste de proteína, vendido principalmente pelo falido Sanlu Group. 

Um total de 21 executivos do Sanlu e outros funcionários foram julgados e condenados em janeiro por um tribunal da cidade de Shijiazhuang pelos seus envolvimentos no caso. 

A agência oficial Xinhua, citando um comunicado do tribunal, disse que Zhang Yujun foi executado "pelo crime de causar perigo à segurança pública por meios perigosos", enquanto que Geng Jinping foi considerado culpado por produzir e vender alimento contaminado. 

Ele afirma que Zhang produziu mais de 770 toneladas de pó protéico com melamina, dos quais ele vendeu 600 toneladas entre julho de 2007 e agosto de 2008. 

A Xinhua acrescentou que Geng vendeu mais de 900 toneladas de leite contaminado. 

Mas a mulher considerada a maior culpada pela tragédia recebeu sentença de prisão perpétua. 

Muitas famílias das crianças contaminadas voltaram sua raiva para a ex-gerente-geral da Sanlu, Tian Wenhua, e afirmaram na época que se sentiram traídos por ela não ser sentenciada à morte. 

Representantes da Sanlu estavam cientes do problema da melamina no início de agosto de 2008, mas o público não foi alertado até meados de setembro uma vez que a China visava manter uma imagem perfeita por conta dos Jogos Olímpicos. 

(Reportagem de Ben Blanchard)

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

AGRICULTURA - Preservação ambiental e Reserva legal




Veja o que diz o Dr. Paulo Daetwyler Junqueira, agrônomo e advogado especialista na área ambiental.

[.....] Na prática, diz o agrônomo e advogado especialista na área ambiental Paulo Junqueira, a extensão do prazo é de dois anos, já que as multas para quem não fizer a averbação começam a ser aplicadas seis meses após o fim do prazo para a assinatura do termo, ou seja, dezembro de 2011. O decreto prevê ainda a criação de um programa para oferecer apoio para pequenos proprietários que vivem da agricultura familiar realizarem a regularização das suas propriedades sem custos. "A lei de registro público de terras já previa essa gratuidade para a medição do perímetro de propriedades com até quatro módulos rurais, sendo que o módulo rural varia conforme o município. Agora o decreto inclui também o levantamento interno da reserva legal e as áreas de preservação permanente", explica Junqueira. Segundo ele, como esse levantamento tem de ser georreferenciado, os custos para esses pequenos proprietários poderiam ser altos.


Fonte: Jornal O Estado se São Paulo



Os donos de imóveis rurais que ainda não demarcaram as reservas legais de suas propriedades e estão em desacordo com o Código Florestal podem respirar aliviados. O prazo final para averbar a área a ser protegida ou reflorestada, que terminava na última sexta-feira (dia 11), foi prorrogado por meio de um decreto do presidente da República. Assim, os cerca de 4 milhões de proprietários rurais que estariam sujeitos a multa (que varia entre R$ 50 e R$ 500 ao dia por hectare da reserva legal) têm até junho de 2011 para assinar o Termo de Adesão e Compromisso (TAC), documento no qual o proprietário assume a responsabilidade de recuperar ou manter a reserva legal. 

Na prática, diz o agrônomo e advogado especialista na área ambiental Paulo Junqueira, a extensão do prazo é de dois anos, já que as multas para quem não fizer a averbação começam a ser aplicadas seis meses após o fim do prazo para a assinatura do termo, ou seja, dezembro de 2011. O decreto prevê ainda a criação de um programa para oferecer apoio para pequenos proprietários que vivem da agricultura familiar realizarem a regularização das suas propriedades sem custos.

"A lei de registro público de terras já previa essa gratuidade para a medição do perímetro de propriedades com até quatro módulos rurais, sendo que o módulo rural varia conforme o município. Agora o decreto inclui também o levantamento interno da reserva legal e as áreas de preservação permanente", explica Junqueira. Segundo ele, como esse levantamento tem de ser georreferenciado, os custos para esses pequenos proprietários poderiam ser altos.

Apesar de julgar positiva a criação do programa, o advogado agroambientalista Augusto Ribeiro Garcia crê que o decreto tenha servido apenas para dar tempo para que a discussão em torno de um novo Código Florestal seja concluída. "Até então os ruralistas não fizeram a averbação porque estavam esperando mudanças nas regras. Desta vez não será diferente", diz Garcia. O mesmo pensa Junqueira. Para ele, o prazo estabelecido é mais que suficiente para que ambientalistas e ruralistas cheguem a um acordo.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Mulheres já são 38% dos reprovados pelo bafômetro


Notícia publicada no Jornal O Estado de SP
FERNANDA ARANDA - Agencia Estado


SÃO PAULO - O índice de mulheres reprovadas no teste do bafômetro durante as blitze da lei seca na capital paulista cresceu vertiginosamente. Levantamento feito pela Polícia Militar (PM) a pedido do Estado mostra que, em janeiro, 5,16% das motoristas que foram paradas pela fiscalização haviam bebido antes de pegar o volante. Em outubro, esse porcentual passou para 38,6%, quase quatro em cada dez fiscalizadas.


Os dados mostram que a evolução de embriagadas na direção é praticamente constante mês a mês. Em contrapartida, o número total de detectados pelos aparelhos que medem a dosagem de álcool no sangue está em declínio - passou de 11% para 4%.

SÃO PAULO - O índice de mulheres reprovadas no teste do bafômetro durante as blitze da lei seca na capital paulista cresceu vertiginosamente. Levantamento feito pela Polícia Militar (PM) a pedido do Estado mostra que, em janeiro, 5,16% das motoristas que foram paradas pela fiscalização haviam bebido antes de pegar o volante. Em outubro, esse porcentual passou para 38,6%, quase quatro em cada dez fiscalizadas.

Os dados mostram que a evolução de embriagadas na direção é praticamente constante mês a mês. Em contrapartida, o número total de detectados pelos aparelhos que medem a dosagem de álcool no sangue está em declínio - passou de 11% para 4%.

A alta feminina nos flagrantes das operações é impulsionada por dois fatores principais. O primeiro - e responsável direto, acreditam os especialistas - é a mudança recente na forma de fiscalizar a lei seca. Até o primeiro semestre de 2009, a PM organizava as operações de fiscalização de forma aleatória.

Nem todos os carros que passavam pelos locais das blitze eram abordados e só fazia o bafômetro quem tivesse sinais de embriaguez. Há cinco meses, porém, a estratégia mudou e as mulheres, portanto, deixaram de ser "invisíveis" para os homens que fazem a fiscalização.

O segundo fator para o aumento de embriagadas identificadas é que as mulheres estão consumindo mais álcool, o que também aumenta o comportamento de risco.

 O ministro das Cidades, Márcio Fortes, que coordena o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), afirma que as motoristas são mesmo usadas como escudo para fiscalização. "Esse aumento de mulheres flagradas, para mim, indica que elas estavam sendo usadas como truque para driblar a lei seca. Um aproveitamento da imagem de que a mulher não bebe e passa batido pelos fiscais", afirma.



sábado, 26 de dezembro de 2009

Produção brasileira de aço cai 4,3% em novembro



Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A produção brasileira de aço bruto em novembro foi de 2,7 milhões de toneladas, uma queda de 4,3% na comparação com outubro. Em relação ao mesmo mês do ano passado, período mais intenso da crise econômica, apresenta um crescimento de 15,1%..
Os dados foram divulgados hoje (16) pelo Instituto Aço Brasil e indicam ainda que, em relação aos laminados, a produção de novembro atingiu 2 milhões de toneladas, registrando queda de 7,6% na comparação com o mês anterior, mas um crescimento de 15,4% em relação a novembro do ano passado.
Os dados acumulados de janeiro a novembro mostram que a produção de aço bruto totalizou 23,9 milhões de toneladas, enquanto a de laminados ficou em 18,2 milhões de toneladas.


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quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Brasil - Usinas exportam açúcar e álcool e provocam o desabastecimento interno de álcool combustível

Nossa pergunta:
As usinas argumentam que foi o excesso de chuva que prejudicou a produção do etanol. O curioso, é que o mesmo problema não afeta a produção de açúcar. Qual será a resposta?

Apesar da produção de cana de açúcar aumentar a cada ano, o preço do etanol (álcool) não alcança regularidade, no inicio da safra o etanol era vendido a R$0,90, não demorou para chegar a R$1,20, alcançando relativa estabilidade; mas bastou o açúcar melhorar de preço, o etanol disparou, e já é vendido em Ribeirão Preto, principal região produtora do pais a R$1,80, e de acordo com as opiniões de estudiosos do setor, o etanol deve alcançar os R$2,00 reais por litro, logo na primeira quinzena de janeiro de 2010. Vale ressaltar que em outras regiões do Brasil, o etanol já superou os R$2,00.

Este desequilíbrio nos preços do etanol dificulta a estabilidade do produto junto aos consumidores, que encontram gasolina a R$2,37. O Governo vem anunciando que irá reduzir dos atuais 25% de mistura de etanol na gasolina, para no mínimo 20%; o que certamente vai reduzir o preço da gasolina, e ai os consumidores, que dispõe da tecnologia dos motores “Flex”, certamente vão migrar rapidamente para a gasolina. Veja o que diz o Ribeirãopretoonline.

Ribeirão Preto Online: (Álcool chega à R$ 1,80 e deixa....)
Ribeirão Preto Online: (Saca do açúcar passa dos R$60 em SP)

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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Chuva de granizo interdita Rodovia Cândido Portinari no interior de SP

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A forte chuva de granizo que causou destruição nas plantações de milho, cana-de-açúcar e eucalipto, na tarde de segunda-feira (21), em Patrocínio Paulista, na região de Franca, no interior de São Paulo, durou cerca de 40 minutos. Na manhã desta terça-feira (22), cerca de 18 horas após a tempestade, moradores de diversas cidades contabilizam prejuízos e ainda encontravam blocos de gelo.
O acúmulo de gelo, que parecia neve, chegou a 10 centímetros e lembrou a paisagem formada no inverno no Hemisfério Norte. No entanto, o estrago foi causado no primeiro dia do verão aqui 
Os moradores de alguns sítios da região se assustaram com a chuva. Em Restinga, houve falta de energia elétrica e a tempestade derrubou árvores, matou criações de aves e estragou os pastos.

Quem passava pela rodovia entre Patrocínio Paulista e Batatais também ficou apavorado. Como a estrada ficou escorregadia, os veículos passaram lentamente, causando congestionamento. Alguns preferiram interromper a viagem com medo de derrapar. 


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terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Ibope/CNA: 92% condenam ocupações do MST


A maioria dos brasileiros considera ilegal a invasão de propriedades, segundo pesquisa "Imagem do MST", encomendada pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e divulgada hoje. De acordo com o levantamento, 92% dos 2 mil entrevistados consideram as ocupações ilegais. A pesquisa, que possui margem de erro de 2 pontos porcentuais para cima ou para baixo, foi feita pelo Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope) e trata das ações promovidas pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).




A organização também não é bem vista mesmo quando o questionamento sai do campo da legalidade e passa a tratar de simpatia pela causa. Mas, neste aspecto, a rejeição é menor, de 64% contra 20% a favor e 13% que consideram as invasões nem favoráveis nem desfavoráveis. O estudo revela que, para 90% dos consultados, o MST deve lutar pela reforma agrária, mas sem violência ou invasão de terras. Para 85%, o direito de propriedade privada é essencial ao País e, para 77%, quem já possui uma propriedade hoje, tem o direito de escolher se quer ou não produzir nela.


A pesquisa também mostra que 72% dos ouvidos consideram que o poder público deve utilizar a polícia para cumprir ordens judiciais de retirada dos invasores, enquanto 61% acham que o governo deve cumprir os mandados de reintegração de posse. Já os proprietários de fazendas não devem usar armas próprias para se proteger ou prevenir invasões em suas propriedades na opinião de 69% dos entrevistados. Segundo 61% das pessoas ouvidas, o caminho mais adequado para resolver a questão das ocupações ilegais é a Justiça.


Mais Notícias: ( MST X CUTRALE )



Há ainda a percepção por parte de 75% das pessoas consultadas de que ocupar terras particulares não é o melhor caminho para o MST conseguir espaço para produção agropecuária e moradia. Para 58%, o movimento é legítimo porque são trabalhadores querendo terra para trabalhar e morar, mas que não têm condições de pagar por ela.

A pesquisa também mostra que 72% dos ouvidos consideram que o poder público deve utilizar a polícia para cumprir ordens judiciais de retirada dos invasores, enquanto 61% acham que o governo deve cumprir os mandados de reintegração de posse. Já os proprietários de fazendas não devem usar armas próprias para se proteger ou prevenir invasões em suas propriedades na opinião de 69% dos entrevistados. Segundo 61% das pessoas ouvidas, o caminho mais adequado para resolver a questão das ocupações ilegais é a Justiça.

Em relação à aprovação das metas do MST, o Ibope identificou que 57% dos entrevistados concordam com os objetivos do movimento, mas acham que ele está se desviando de seu foco. Na opinião de 21%, os objetivos são positivos e o MST realmente luta por eles. Entre as pessoas consultadas, 17% não concordam com os objetivos - os citados na pesquisa foram três: luta pela terra para produção agrícola, luta pela distribuição de terra aos que não possuem moradia e luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Rejeição

Na avaliação da CNA expressa por nota à imprensa, a rejeição às atitudes promovidas pelos sem-terra nos últimos anos fez com que a população deixasse de associá-los diretamente à reforma agrária. Ao falar do MST, 69% dos entrevistados ligam o movimento a invasões, 53% a atos de violência, 38% à luta por direito, 32% à reforma agrária e 26% à desobediência. A pesquisa aponta ainda que 54% das pessoas ouvidas atribuem os conflitos no campo ao MST.

A pesquisa revela ainda que 57% consideram que o MST se desviou dos seus principais objetivos. Em relação a um deles, a reforma agrária, 66% acham que as invasões não têm como foco o assentamento das famílias, mas uma forma de pressionar o governo federal. Ainda, 60% acreditam que a entidade mais prejudica do que ajuda a reforma agrária. Ainda de acordo com o estudo, mais de 70% dos entrevistados responderam que a organização prejudica o desenvolvimento econômico e social, a geração de empregos, os investimentos nacionais e estrangeiros e a imagem do Brasil no exterior.

Em relação às movimentações financeiras do MST, a sondagem mostrou que 56% das pessoas ouvidas acreditam que o movimento recebe recursos públicos federais. Para 28% deles, estas verbas financiam principalmente as invasões de terra. Um grupo de 82% apoia a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar o movimento.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Código Florestal converte multa em compensação ambiental



Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil 

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes reconheceu que o prazo de 180 dias é apertado para que os proprietários rurais consigam realizar os procedimentos de adequação à nova legislação.  

“Eu acredito, pessoalmente, que haverá muita dificuldade. Mas, de qualquer forma, foi o prazo estabelecido. O próprio decreto prevê uma facilitação para isso, com uma ajuda, principalmente, para os pequenos produtores, mas, mesmo assim, é um trabalho extremamente difícil, bastante complexo e o volume é muito grande. São milhões de propriedades”, destacou o ministro ao se referir ao Programa Mais Ambiente, criado para apoiar a regularização ambiental de pequenos e médios produtores.


Brasília - O produtor rural multado por desobedecer o Código Florestal poderá ficar isento de multa, caso regularize sua situação nos órgãos ambientais no prazo de 180 dias, a contar da data da notificação.

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje (11) que, para isso, o proprietário terá que, dentro do prazo estipulado, procurar um cartório e registrar termo de compromisso em recuperar a área.

Essa regra está prevista no Decreto Presidencial 6.514, publicado hoje, no Diário Oficial da União, que também estabeleceu o adiamento do prazo para o registro e compromisso de recuperação da reserva legal de propriedades rurais.

Segundo ele, a regra também valerá para aqueles que ainda não foram fiscalizados e que poderiam vir a ser multados. O ministro considerou que esse procedimento não é uma anistia para os que não cumpriram as regras, mas, sim, uma conversão da multa em serviços ambientais.

“O governo não está dando anistia, ele está convertendo em serviços ambientais a multa que a pessoa recebeu, que ainda não teve seu processo esgotado e que não pagou, desde que ela se adapte à nova legislação e aos novos prazos. Esse produtor tem agora um ano e meio para se regularizar. Se ele não foi notificado ainda, após esse período, ele poderá ser notificado e terá um prazo de 180 dias para se adaptar à nova legislação”, explicou.

Stephanes reconheceu que o prazo de 180 dias é apertado para que os proprietários rurais consigam realizar os procedimentos de adequação à nova legislação. 

“Eu acredito, pessoalmente, que haverá muita dificuldade. Mas, de qualquer forma, foi o prazo estabelecido. O próprio decreto prevê uma facilitação para isso, com uma ajuda, principalmente, para os pequenos produtores, mas, mesmo assim, é um trabalho extremamente difícil, bastante complexo e o volume é muito grande. São milhões de propriedades”, destacou o ministro ao se referir ao Programa Mais Ambiente, criado para apoiar a regularização ambiental de pequenos e médios produtores.

O programa prevê assistência técnica, distribuição de mudas e sementes, capacitação e ações de educação ambiental. O Mais Ambiente também criou o Cadastro Ambiental Rural, um sistema eletrônico de identificação de propriedades por georreferenciamento. A adesão ao Mais Ambiente é gratuita e será facilitada para agricultores familiares e comunidades tradicionais.

O prazo para a adaptação, por decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não se aplica aos proprietários de terra localizados no bioma amazônico. Nesse caso, a adesão ao programa deve ser feita de imediato, sob risco de serem multados imediatamente.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Crise atinge 63% das micro e pequenas empresas

Posted by Mirian Gasparin on Junho 23rd, 2009 filed in Finanças 


A crise financeira internacional atingiu 63% das micro e pequenas empresas brasileiras. De cada 100 MPEs, 63 tiveram ou ainda estão tendo dificuldades para lidar com os reflexos causados pela crise econômica mundial como queda de demanda e crédito mais caro. Estes são os principais resultados da pesquisa “Impacto da Crise Financeira Internacional nas MPEs Brasileiras”, que foi realizada entre março e maio de 2009 com 4.200 micro e pequenas empresas em todo o país pelo Sebrae-SP.


Segundo diretor-superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, a crise internacional produz efeitos piores para as atividades que dependem de financiamento, caso da indústria e do agronegócio voltado para a exportação. Para ele, as atividades que dependem mais da renda do consumidor sentem menos os efeitos da crise como, por exemplo, os setores de comércio e o de serviços. Esta deve ser a tendência para todo o ano de 2009, afirma.

O aumento no preço dos importados e a redução dos prazos de pagamento também foram citados pelos empresários (33% e 24%, respectivamente). Por outro lado, apenas 2% dos entrevistados apontaram aumento da inadimplência dos clientes, demissões, queda dos lucros e das exportações como reflexos da crise mundial em seus negócios.

Entre os impactos sentidos pelos empresários, destacam-se queda de demanda (60%) e taxas de juros (45%), que incluem desde taxas de juros altas (45%) e dificuldade de se conseguir financiamento (40%). Tortorella explica que o problema do crédito não é exclusividade de tempos de crise. As micro e pequenas empresas possuem dificuldades de oferecer garantias e apresentar todos os documentos exigidos na hora de recorrer a um financiamento.

Pequenas empresas têm mais dificuldade... (Veja mais)

Documento orienta pequenas empresas a enfrentar a crise