quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Refinaria da Índia compra usina brasileira por US$ 82 milhões


A maior refinaria de açúcar da Índia, a Shree Renuka Sugars , informou nesta quarta-feira que comprou a produtora brasileira de açúcar e etanol Vale do Ivaí, por US$ 82 milhões. "Era um ativo sob estresse", disse Narendra Murkumbi, presidente-executivo da Shree Renuka, ao canal de televisão CNBC-TV18, acrescentando que conseguiu reestruturar os empréstimos da empresa a juros baixos.
A compra inclui duas usinas de produção de açúcar e etanol com capacidade de moagem de cana de 3,1 milhões de t por ano, com um valor empresarial de US$ 240 milhões, disse a Shree Renuka. "Não vemos nenhum levantamento de dinheiro, nem em dívida nem em ações", para financiar a compra, afirmou Murkumbi.
A Vale do Ivaí, localizada no norte do Paraná, obtém 70% de sua cana-de-açúcar de suas próprias plantações e adiciona uma significativa capacidade de refino à Shree Renuka, disse o executivo.
Fonte: Notícias Agrícolas
Outras Notícias:Produção global de milho cai e vira oportunidade para o Brasil


"Isso é bom para a companhia a longo prazo para garantimos matéria-prima para a refinaria que foi instalada em Haldia e uma outra que deve operar em Mundra no próximo ano", disse um analista de uma corretora local que pediu para não ser identificado.
A aquisição oferece para a companhia indiana uma oportunidade de entrada no Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, e aumentará a competitividade da empresa no mercado global do setor, segundo a Shree Renuka.
A empresa indiana espera ter o controle operacional da Vale do Ivaí a partir de janeiro e visa aumentar seu tamanho nos próximos anos, projetou Murkumbi. "Basicamente, nós vamos buscar mais dessa produção de açúcar para nossa refinaria em Haldia em 2010."
Murkumbi indicou que a companhia pode realizar novas aquisições no futuro. "Nós vamos continuar em busca de aquisições que façam sentido."
Os preços do açúcar bruto quase dobraram em 2009, em meio à robusta demanda da Índia, que deve comprar cerca de 6 milhões de t em 2009/10 por conta de acentuada queda da produção doméstica.
As ações da companhia mais que triplicaram em 2009 devido aos fortes preços domésticos do açúcar, que saltaram mais de 80% até o momento.

Relatório prevê que Brasil será 6º maior produtor de petróleo em 2030


Um relatório anual da AIE (Agência Internacional de Energia) divulgado nesta terça-feira prevê que, graças às descobertas das novas reservas de petróleo na camada pré-sal, o Brasil passará a ser o sexto maior produtor mundial de petróleo em 2030, com 3,4 milhões de barris diários - atrás apenas de Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Irã e Canadá.
Segundo o relatório World Energy Outlook 2009 (“Panorama da Energia Mundial”, em tradução livre), o país é o terceiro com o maior aumento percentual previsto na produção de petróleo, de 2,9% ao ano, entre 2008 e 2030.
O aumento da produção ficaria apenas atrás do aumento anual de 4,8% esperado para o Iraque, graças principalmente aos investimentos para a exploração das reservas já existentes, e dos 5,4% de aumento anual previstos para a produção canadense.
O mais recente levantamento The World Factbook, compilado pela CIA (a agência de Inteligência americana), indica que o Brasil ocupa atualmente a 13ª posição no ranking mundial de produtores, com produção diária de cerca de 2,4 milhões de barris.
Fonte: BBC - BRASIL



Queda no consumo
A AIE espera um aumento anual de cerca de 1% na demanda global por petróleo até 2030, apesar de uma queda na demanda entre os países desenvolvidos.
De acordo com o relatório da organização, o consumo global de energia deve cair pela primeira vez em 2009 desde 1981, por conta da crise econômica global.
Mas a agência diz que, mantidas as atuais políticas de desenvolvimento, o consumo retomará rapidamente sua tendência de alta no longo prazo, acompanhando a recuperação econômica.
O relatório prevê um aumento anual de 1,5% no consumo de energia mundial entre 2007 e 2030, totalizando um aumento total de 40% no período.
Os principais motores desse crescimento da demanda, segundo a AIE, seriam os países da Ásia (incluindo a China e a Índia), seguidos dos países do Oriente Médio.
Apesar do crescimento da produção de energias alternativas mais limpas, a AIE prevê que o petróleo continuará como a principal fonte de energia mundial até 2030 – a participação do petróleo deverá cair apenas de 34% para 30% no consumo total de energia.
Investimentos contra emissões
O relatório da AIE faz ainda um alerta sobre como o mundo deverá enfrentar as mudanças climáticas.
De acordo com a agência, o mundo precisará investir US$ 10,5 trilhões no setor de energia entre 2010 e 2030 para atingir o objetivo de limitar as emissões globais de gases do efeito estufa e impedir um aumento das temperaturas mundiais em mais de 2ºC.
O relatório adverte que cada ano de atraso na obtenção de um acordo para limitar as emissões somaria US$ 500 bilhões no custo total desses investimentos.
Ainda assim, diz a agência, se esse atraso for de alguns anos, ficará impossível cumprir a meta de limitar o aumento das temperaturas globais em 2ºC.
No mês que vem, líderes de todo o mundo devem se reunir numa conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas em Copenhague, na Dinamarca, para tentar chegar a um acordo para limitar as emissões.
Há um consenso cada vez maior entre os países de que é necessário limitar o aumento das temperaturas globais em até 2ºC, acima do qual as mudanças climáticas podem se tornar imprevisíveis e irreversíveis. Mas ainda há grandes divergências sobre qual a maneira de se conseguir esse objetivo.
Para a AIE, "a cada ano que passe, a janela para ações sobre as emissões se torna mais estreita, e os custos de transformar o setor de energia aumentam".
"Um ingrediente crítico no sucesso dos esforços para prevenir as mudanças climáticas será a velocidade com que os governos ajam nos seus compromissos. A salvação do planeta não pode esperar", afirma a agência em seu relatório.
Segundo a AIE, se nada for feito para limitar as emissões e o aumento das temperaturas mundiais em 2ºC, os custos de adaptação do mundo aos efeitos do aquecimento global serão "várias vezes maiores" do que os custos dos investimentos para limitar as emissões.
"Os países que estarão na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas não devem perder isso de vista", recomenda o documento.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Brasil é 'superpotência pronta para alimentar o mundo', diz 'Finacial Times'

O reconhecimento de que o Brasil já é uma superpotência mundial na produção de alimentos é para todos nós Brasileiros um sinal de que o caminho que estamos seguindo, é o caminho certo, porém em nenhum momento devemos esquecer dos "PRODUTORES AGRÍCOLAS" de todos os setores. Homens dispostos a enfrentar desafios imensos para produzir toda essa fartura. Apesar das boas notícias, ainda precisamos reconhecer que existe muito a fazer em termos de aproveitamento da capacidade produtiva das terras Brasileiras, evitando seu esgotamento e a degradação.

Fonte: BBC BRASIL
O jornal britânico "Financial Times" traz em sua edição desta quinta-feira um caderno especial dedicado a oportunidades de investimento no Brasil em que chama o país de "superpotência agrícola pronta para alimentar o mundo" mas aponta para deficiências no setores de infra-estrutura e educação.  


Lembrando que o país foi um dos que se saiu melhor na recessão, e que muitos de seus setores não foram sequer afetados, o FT afirma que se o Brasil mantiver o rumo de sua política econômica e social e se não houver outra grande recessão no mundo, o mais provável é que continue no caminho do crescimento, apresentando uma série de oportunidades de investimento em diferentes setores.
“O sucesso demorou muito tempo a chegar e a noção de que o país está mudando está alcançando os brasileiros a um ritmo lento”, afirma a reportagem de abertura, explicando que a classe média emergente – que este ano, pela primeira vez, corresponde a mais da metade da população, segundo dados do governo - é uma das forças por trás deste crescimento.
O jornal diz que o país, "maior exportador mundial de carne, frango, suco de laranja, açúcar, etanol, tabaco e soja", se consolidou nas últimas duas décadas como superpotência agrícola, e que esse status se deve à modernização e ganhos em eficiência.
Gestão das exportações agroindustriais







FT lembra ainda que, apesar dos fortes influxos de investimentos no país, para alcançar seu potencial, ainda são necessárias mudanças no país.
“O Brasil precisa de muito mais, não apenas para se preparar para a Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016. Estradas, ferrovias, portos, energia e outras infra-estruturas vitais precisam de expansão e modernização.”
O jornal lembra que o setor de educação, por exemplo, é um dos que precisa melhorar, e que os níveis de escolaridade no país ainda deixam a desejar em comparação a outros na região e em situação semelhante, como a China ou a Coreia do Sul.
Segundo o FT, ainda existe também uma diferença muito grande entre a região Nordeste e o resto do país e aponta para o forte - e ainda pouco explorado - potencial do setor de turismo.
O diário elogia os setores de agricultura, bancos, mercado de capitais e ainda elogia o programa de transferência de renda bolsa família, afirmando que ele faz “diferença real”.
Preocupação
Para o jornal, os investidores estarão atentos a mudanças no país, e casos recentes, que demonstram maior intervenção do Estado na economia, podem ser vistos como motivo de preocupação.
FT cita especificamente a criação de uma nova empresa para explorar as reservas do pré-sal, e a pressão sobre a Vale para que diversifique seus investimentos.
“No pior dos casos, a combinação de um aprofundamento da crise global e uma mudança na política poderia levantar barreiras no que parece ser um caminho certo para um crescimento mais rápido”, diz a reportagem.
“Mas por agora, parece improvável que essas preocupações tirem o país do rumo”, conclui.
FT traz reportagens sobre setor bancário, mercados de capitais, meio ambiente, turismo, políticas sociais, Nordeste, açúcar, agricultura, mineração, petróleo, energia, educação, infra-estrutura, moda, e sobre o medo da violência depois que o Rio foi escolhido como a sede das Olimpíadas.
Apesar do cenário ainda indefinido em relação à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o jornal diz que dificilmente um dos dois principais pré-candidatos até agora (a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, José Serra) vai mudar os rumos do país drasticamente.
“O desempenho ruim e as dúvidas em relação a si mesmo vão persistir”, diz o jornal, “mas o enorme potencial do país e seus tremendos recursos naturais e humanos estão finalmente chegando perto de alcançar o futuro brilhante que não muito tempo atrás parecia destinado a permanecer para sempre fora de alcance”.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Supremo deve derrubar posse imediata de novos vereadores

Fonte: Rodrigo Haidar, iG Brasília
BRASÍLIA - O Supremo Tribunal Federal (STF) será palco, na próxima quinta-feira, de mais uma batalha na guerra que os poderes Legislativo e Judiciário travam nos últimos anos em torno de questões político-eleitorais. O tribunal decidirá se as câmaras municipais Brasil afora darão à luz quase oito mil vagas de vereador imediatamente ou se as cadeiras só nascerão nas próximas eleições municipais, em 2012.




Os ministros julgam a Emenda Constitucional 58/09, conhecida como a PEC dos Vereadores, que criou 7.623 vagas no Legislativo dos municípios com caráter retroativo. Ou seja, pela emenda, os novos vereadores devem tomar posse já. Mas a regra, que já está suspensa por liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia, deve ser derrubada no julgamento do Supremo.
Duas ações, propostas pela Ordem dos Advogados do Brasil e pela Procuradoria Geral da República, contestam a retroatividade da emenda. As duas instituições entraram na Justiça depois que suplentes de vereadores passaram a tomar posse das vagas, com o aval da Justiça Eleitoral em alguns Estados.






Ao julgar matérias eleitorais em outras ocasiões, o tribunal mostrou que se deve respeitar o chamado princípio da anualidade, pelo qual qualquer alteração do processo eleitoral tem de ser feita, no mínimo, um ano antes do dia das eleições. O prazo é previsto no artigo 16 da Constituição Federal. O exemplo mais recente dessa posição do tribunal se deu em 2006, quando foi mantida a regra da verticalização partidária.
Na ocasião, a Emenda Constitucional 52, aprovada em março de 2006, acabou com a obrigação de os partidos seguirem, em âmbito estadual, as alianças e coligações feitas em nível federal. Mas a regra não surtiu efeito imediato e só valerá para 2010, de acordo com decisão tomada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e confirmada, depois, pelo STF. É neste ponto que a discussão se assemelha muito com o julgamento da PEC dos Vereadores.
“Se uma emenda promulgada sete meses antes não valeu para as eleições seguintes, imagine uma criada um ano depois, como é o caso do aumento do número de vereadores”, afirma o advogado eleitoral Ricardo Penteado. Ele alerta, ainda, que se a emenda fosse válida, não poderia ser dada posse aos suplentes, conforme a interpretação que a Justiça Eleitoral em algumas cidades vem fazendo da regra. Neste caso, deveria ser recalculado o coeficiente eleitoral, o que alteraria, em muitos casos, boa parte da composição das câmaras municipais.
Como no caso da verticalização, a previsão de que o aumento do número de cadeiras de vereador não vigoraria imediatamente foi alvo de deliberação do TSE. Há dois anos, o tribunal eleitoral respondeu consulta sobre o tema feita pelo deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). Pelo entendimento do TSE, para valer, a emenda deveria ser aprovada antes do início do processo eleitoral. “Ou seja, o prazo final para a realização das convenções partidárias”, decidiu o tribunal.
Ação e reação
A celeuma entre os poderes Legislativo e Judiciário em torno no número de vereadores no País nasceu em 2004, depois que TSE fixou quantas cadeiras cada município deve ter, com base em sua população. A Resolução 21.702/04 do tribunal eleitoral provocou o corte de quase 8,5 mil vagas de vereador país afora.
A redução foi contestada no Supremo, por meio de ações diretas de inconstitucionalidade ajuizadas pelo PP e pelo PDT. Em vão. O STF manteve a regra definida pelo TSE. Foi, então, apresentada no Congresso Nacional a PEC dos Vereadores, que agora virou a Emenda Constitucional 58 e recompôs a maior parte das cadeiras cortadas pela Justiça em 2004.
No julgamento da próxima quinta-feira, o STF deve impedir que a regra valha desde já. Mas não alterará o novo número de vereadores, cerca de 58 mil em todo o País, já que nenhuma das ações ajuizadas contesta o aumento. De acordo com Oswaldo Pinheiro Ribeiro Júnior, que representa a OAB, o que se contesta é “apenas a retroatividade da posse, porque bagunça uma eleição que já terminou e fere a vontade do eleitor”. Para a OAB, o aumento do número de cadeiras, passando a valer em 2012, legitima e potencializa a participação popular.

Prefeito de Monte Castelo, é flagrado recebendo propina - Polulação reage.

População de Monte Castelo (SP) pede Odair Silis fora da prefeitura. Ele nega a cobrança de propina na construção de uma creche.


Fonte: g1.globo.com/bomdiabrasil/
O prefeito de Monte Castelo, no interior de São Paulo, vai precisar dar muitas e boas explicações aos eleitores da cidade. Ele foi mostrado ontem, no  "Jornal Nacional", exigindo propina do construtor de uma creche. 


Em Monte Castelo, no interior de São Paulo, o flagrante exibido no Jornal Nacional provocou indignação. Na pequena Monte Castelo, com menos de cinco mil habitantes, moradores surpresos com a denúncia contra o prefeito da cidade.


"Palavras dos moradores" 


“Ela queria ser santo, não sai da igreja. De santo não tem nada”, diz a dona de casa Ana Maria Polidoro".

“Queremos ele fora da prefeitura. Ninguém vai aceitar que ele fique na prefeitura”, aponta a dona de casa Poliana Freitas Almeida da Silva".

O prefeito de Monte Castelo, no interior de São Paulo, vai precisar dar muitas e boas explicações aos eleitores da cidade. Ele foi mostrado ontem, no “Jornal Nacional", exigindo propina do construtor de uma creche.

Há seis meses, Polícia Federal e Ministério Público estão investigando o caso. Agora, as imagens do prefeito Odair Síllis recebendo dinheiro do construtor da creche também devem fazer parte do processo.

Em Monte Castelo, no interior de São Paulo, o flagrante exibido no Jornal Nacional provocou indignação.

Na pequena Monte Castelo, com menos de cinco mil habitantes, moradores surpresos com a denúncia contra o prefeito da cidade.

“Ela queria ser santo, não sai da igreja. De santo não tem nada”, diz a dona de casa Ana Maria Polidoro.

“Queremos fora da prefeitura. Ninguém vai aceitar que ele fique na prefeitura”, aponta a dona de casa Poliana Freitas Almeida da Silva.

Surpresa também na Câmara Municipal. O presidente da Casa diz que vai tomar providências já nesta quarta-feira.

“Depende de provas concretas. Dependemos do material para decidir o que fazer”, informa o presidente da Câmara Municipal Edson Carlos Oliveira da Silva.

As denúncias foram feitas pelo construtor Edmar Gomes de Ribeiro. A empresa dele venceu uma concorrência pública para construir uma creche na cidade. O flagrante foi gravado no canteiro da obra.

Edmar - Só R$ 4 mil está bom, né?
Prefeito - Não tem ninguém, não?
Edmar - Não tem não, só se tiver pra lá. Não, não tem não. Você conta aí, porque dinheiro se conta. Porque depois...
Prefeito - Pra mim não precisa nem contar.
Edmar - Dois...
Prefeito - Com cuidado, se não nego fica...
Edmar - Não, não tem ninguém aqui não. Por isso que eu não fui lá também e vai faltar quanto agora?
Prefeito - Tudo.

O prefeito fica irritado com o pagamento de apenas uma parte da propina.

Edmar - Quatro conto não te ajudou muito não?
Prefeito - Me ajudou pouco.
Edmar - Está precisando de mais, né? Eram R$ 8 mil, mas eu pensei que...
Prefeito - É oito. E cadê os oito?

Ele pede mais dinheiro antes de ir embora: “Tem que dar aquilo lá. Na próxima, R$ 10 mil”.

Era o prefeito quem liberava o dinheiro para a obra. A construção, orçada em R$ 1 milhão, é financiada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, do governo federal. Nesse sistema são os prefeitos que administram os recursos.

Mesmo depois de ter sido avisado sobre o conteúdo das imagens gravadas, o prefeito negou que tenha recebido propina: “Não tenho esse conhecimento. Não procede. Propina eu nunca recebi, nada, nada, nada”.

O construtor afirma que o engenheiro da prefeitura, Thiago Rossi também exigiu dinheiro para fazer vistorias. "Ele cobra R$ 2 mil por medição."

O construtor diz que foi orientado pelo próprio engenheiro da prefeitura a não seguir o projeto original e a reduzir a qualidade e a quantidade dos materiais usados na obra. Tudo para que sobrasse dinheiro para o pagamento da propina.

“Isso aqui poderia cair na cabeça de uma criança depois. Essa obra está totalmente comprometida. Para ser sincero, não sei nem se é recuperável”, aponta o construtor Edmar Gomes de Ribeiro.

O engenheiro Thiago Rossi não quis comentar a acusação.

O engenheiro disse que só o advogado dele vai falar sobre o caso. O prefeito foi procurado novamente por nossa equipe, ontem à noite. Mas não foi encontrado para comentar o caso.  



Veja a noticia na fonte: (g1.globo.com/bomdiabrasil/0)







domingo, 1 de novembro de 2009

Com R$ 200.000 milhões, o grupo francês Louys Dreyfus Commodities, compra 60% da Santelisa Vale.


A multinacional francesa Louys Dreyfus Commodities, devera comandar segunda maior empresa de açúcar, álcool e bioenergia do mundo.


Estamos diante da confirmação de que o Brasil é sem dúvida nehuma, o preferido dos investidores internacionais. Em fato recente, o Presidente Lula afirmou que o Brasil; a continuar com os atuais rumos da política econômica, será a quinta maior potência econônica do mundo, pois que, já é o terceiro pais global que mais recebe investimentos a longo prazo, fato comprovado pela recente aquisição que o grupo francês Louys Dreyfus Commodities.

O grupo francês, investiu R$200.000 milhões na aquisição de 60% da usina Santelisa Vale cujo passivo é estimado em cerca de R$ 3 bilhões, que será assumido pelo grupo Francês e que ainda se comprometeu a investir mais R$400.000 milhões através de outro parceiro investidor. A negociação contou com o apoio dos pricipais crederoes da Santelisa Vale; entre eles o BNDES, que já é acionista da Santelisa Vale, e se compromteu a investir mais R$100.000 milhões. O novo empreendimento, chamado LDC-SEV, asssume o controle de 13 usinas, e anuncia que deve moer 40 milhões de toneladas de cana para safra atual.


O grupo francês Louys Dreyfus Commodities conseguiu fechar um acordo de exclusividade para a compra da Santelisa Vale, o segundo maior grupo do setor sucroalcooleiro do Brasil. O acordo prevê que a Santelisa passará a ter uma gestão compartilhada entre o Louys Dreyfus e os atuais controladores - as famílias Biagi e Junqueira. Segundo fontes, o desembolso do grupo francês será de cerca de R$ 200 milhões, bem menos que o que vinha sendo estimado. O BNDES, que já é acionista da Santelisa, entraria com outros R$ 100 milhões na operação. A Santelisa Vale tem uma dívida estimada em cerca de R$ 3 bilhões, que está sendo renegociada.

Com o acordo de exclusividade, o Louys Dreyfus, que já conta com oito usinas no Brasil, administradas pelo seu braço sucroalcooleiro, a LDC Bioenergia, deixa para trás seis competidores, que também fizeram ofertas pela Santelisa. O maior rival era a GP Investimentos, que se associou ao Grupo São Martinho, outro gigante do setor sucroalcooleiro, para tentar fechar o negócio.

O GP era visto com bons olhos pelos bancos responsáveis pela negociação, principalmente por causa de sua experiência na área de gestão e reestruturação financeira. Nesse caso, a parte operacional da Santelisa seria tocada pelo São Martinho.

Outros grupos considerados como fortes candidatos ficaram pelo caminho. A multinacional Bunge teria sido preterida por só ter interesse em comprar 100% da Santelisa, o que ia contra os interesses dos controladores da usina, que buscam uma gestão compartilhada.

Já a ETH Bioenergia, braço do Grupo Odebrecht no setor de açúcar e álcool, teria feito uma oferta insatisfatória. A Cosan, por sua vez, pretendia fechar a aquisição apenas via troca de ações, o que não teria interessado aos controladores da Santelisa. Além disso, enfrentaria posição contrária do BNDES, por causa da concentração de mercado - a Cosan acabou de assumir o controle da NovAmérica, dona do Açúcar União.


PRODUÇÃO

A Santelisa Vale processa cerca de 25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, é dona das unidades Santa Elisa, Vale do Rosário, MB e Jardest, todas na região de Ribeirão Preto (SP), e detém ainda 65% da Continental, em Colômbia (SP), e 50% da Tropical Bioenergia, construída em Edeia (GO), por meio de parceria com o Grupo Maeda.

A companhia possui ainda 72% da Crystalsev, trading que, além de negociar açúcar e álcool, é sócia da petroquímica Dow na construção do polo para produção de plástico de etanol, em Minas Gerais, com investimento de US$ 1 bilhão.

Fonte: O Estado de São Paulo, em 25/03/2009
Grupo Dreyfus fica com 60% da Santelisa Vale

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Médico de Batatais SP diz que enxaqueca com alteração visual dobra risco de AVC em mulheres



JULLIANE SILVEIRA
da 
Folha de São Paulo
Uma revisão de nove pesquisas mostrou que pessoas que sofrem de enxaqueca com aura (alterações visuais) têm 73% mais risco de desenvolver um AVC (acidente vascular cerebral) isquêmico --causado pela obstrução de um vaso do cérebro que leva à falta de circulação na região. Entre mulheres, o risco é duas vezes maior.

A meta-análise, publicada nesta semana na edição on-line do "British Medical Journal", apontou que, além do sexo, idade inferior a 45 anos, tabagismo e uso de anticoncepcional hormonal também representaram maior risco de esses pacientes sofrerem um derrame.

"Outros dados mostram que enxaqueca com aura associada ao uso de anticoncepcional hormonal eleva o risco em seis vezes. Quando a mulher também fuma, as chances de AVC crescem em 20 vezes", alerta o Neurologista Carlos Bordini, presidente da Sociedade Brasileira de Cefaleia.

(Leia a matéria completa)

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domingo, 25 de outubro de 2009

Funcinário Público devolve R$ 5,7 mil a cofre de banco em Divinópolis



Um cidadão de fato; um pai de família mostra ao Brasil sua honestidade, devolvendo ao banco, dinheiro que foi parar irregularmente em sua conta salário. Na contramão, o Banco, mesmo tendo seu dinheiro de volta, ao que parece não retribuiu o gesto do servidor, pois que, o banco poderia como exemplo, retribuir o servidor com isenção de tarifas em sua conta. Desejamos ao Sr. Carlos Corgozinho que seja abençoado e que consiga boas melhorias para sí e sua família.

Servidor público de Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, tenta sacar R$ 2, mas caixa eletrônico libera quase R$ 6 mil e, mesmo cheio de dívidas, ele devolve dinheiro ao banco, Funcionário público de Divinópolis, a 120 quilômetros de Belo Horizonte, na Região Centro-Oeste de Minas, Carlos Corgozinho, de 38 anos, é exemplo de honestidade e de cidadão responsável. Ao tentar sacar R$ 2 do caixa eletrônico, a máquina liberou R$ 5.732.

Mesmo com muitas contas a pagar, ele devolveu o dinheiro ao banco. Para surpresa do trabalhador, a agência não aceitou a devolução, alegando que não havia detectado nenhum erro nas máquinas ou na câmera de segurança. Mais uma vez, foi preciso superar a tentação. Durante três dias as notas ficaram escondidas no guarda-roupa da casa do gari, até que, finalmente, a instituição financeira entrou em contato perguntando sobre o saque.

Corgozinho conta que precisava dos R$ 2 para comprar cigarro picado e foi à agência do Banco Real, onde recebe o salário, fazer o saque. Ele digitou o número errado e a máquina liberou R$ 20. Com o saldo de R$ 2,40, o servidor achou estranha a aprovação para retirada do dinheiro na conta e tentou sacar R$ 50. “Toda vez que digitava o número, a máquina liberava o dinheiro. Mudei de caixa eletrônico para ver se era problema de uma máquina só, mas no outro o dinheiro também era liberado sem problemas.” Quando percebeu que tinha mais de R$ 5 mil nas mãos,......(Leia Mais)


Reportagem de:
Simone Lima - Estado de Minas

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Engenharia Genética - O Futuro começa aqui.


Cana de açúcar ao quadrado - Para entender porque algumas variedades de cana acumulam mais açúcar que outras, o Professor Marcelo Menossi, da Unicamp, está tentando identificar dentre os trinta mil genes da espécie, quais estão ativados nas plantas mais doces.

Isto é feito por meio de métodos de expressão gênica em larga escala, a partir do qual são traçados perfis de expressão gênica de cada grupo. A partir disso, iremos modificar a estrutura do DNA dessas plantas para que elas produzam mais açúcar, explica Menossi.

Outro grupo de pesquisa que reúne universidades de todo o país, irá usar método semelhante para encontrar meios de potencializar a produção de Etanol  a partir do bagaço de cana. A idéia é confrontar os tecidos do DNA, para encontrar os genes relacionados a produção de "lignina" nas fibras da cana, descreve o professor
de melhoramento de plantas da Universidade Federal de Viçosa (MG), Marcio Henrique Pereira Barbosa.

Fonte: (Revista INFO)






DIESEL DA GARAPA - Em vez de álcool, leveduras genéticamente modificadas estão produzindo "diesel", a partir do caldo de cana de açúcar. O processo é igual ao da produção de álcool, diz Roel Collier, diretor da Amirys, empresa responsável pelo projeto. Os testes feitos em Campinas (SP), apontam que por hectare serão produzidos cinco mil litros de combustível. O novo produto deve chegar ao mercado em 2011.

O SUPERMILHO -  Pesquisadores da Alemanha e da Espanha, conseguiram enriquecer os grãos de milho com "Betacaroteno", Vitamina C e Vitamina B9. Essa é a primeira variedade transgênica a receber a receber tantas novas substâncias. Os criadores estimam que o consumo do supermilho, garantirá a dose recomendada de vitaminas carotenogênicas. Para completar o prato, além de mais nutritivo, os grãos  também ganharam uma tonalidade alaranjada.